segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Hoje, eu queria...
Queria chorar todas as lágrimas que não tenho.
Saber dizer os nomes de todas as dores.
Dormir cansada e acordar renovada.
O que sinto?
O que sinto?
Um cansaço na alma
Os sonhos que enferrujaram
A esperança comida pelas traças
O amor constantemente rejeitado
As histórias que não deram certo e não cicatrizam
A inaptidão para falar o que sinto
O peso da solidão atrofiando a minha coluna
A invisibilidade que me devora
O desejo de ser procurada
A vontade de ser encontrada no pensamento de alguém
O amor próprio que desceu pelo ralo
Os anos que não respeitam o limite de velocidade
A tristeza confortável
O que sinto
Um amor tão grande
Que derreteu quem eu sou
(Choro)
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Resposta a uma declaração de amor
Essa é uma declaraçãozinha simples de amor... E o que você poderia receber de resposta?
(a) Obrigado
(b) Eu sabia!
(c) Acontece o mesmo comigo
(d) Bom dia
(e) Cri-cri-cri - silêncio total
sábado, 13 de novembro de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Surpresas ou escolhas?
Às vezes, eu vivo as primeiras,
Às vezes, as segundas,
E outras, ambas ao mesmo tempo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Para aprender:
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Coração
Tem gente que finge que tem coração...
Tem gente que não tem coração...
Eu quero encontrar os primeiros,
Fugir dos segundos,
E conquistar os terceiros...
Porque eu acredito ter coração
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sansão
Parece que é a minha fraqueza que está nessas madeixas longas.
domingo, 28 de setembro de 2008
A Voz Do Silêncio
Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
“Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!”
É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.
sábado, 27 de setembro de 2008
A solidão precisa ser criativa!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
O caçador de pipas
sábado, 17 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
O contrário do amor
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
domingo, 27 de abril de 2008
Conversa com o padrinho
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Sobre amar
Sabe...
eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você
ou aquilo que eu queria ver
Caio Fernando De Abreu







