Mostrando postagens com marcador Psicoterapia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicoterapia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sobre o sofrimento desnecessário:

"Não existe virtude nem qualquer coisa de admirável no sofrimento desnecessário".

A. A. Lazarus e C. N. Lazarus

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Para aprender:

Aprender a lidar com as dificuldades minhas e dos outros - tarefa de uma vida!

domingo, 9 de agosto de 2009

Declaração dos direitos de auto-afirmação

I. Você tem o direito de julgar seu próprio comportamento, pensamentos e emoções, e de assumir a responsabilidade pela iniciação e consequências dos mesmos em você mesmo.

II. Você tem o direito de não oferecer razões ou desculpas para justificar seu comportamento.

III. Você tem o direito de julgar se é responsável para encontrar soluções para os problemas alheios.

IV. Você tem direito de mudar de opinião.

V. Você tem o direito de cometer erros - e de ser responsável por eles.

VI. Você tem o direito de dizer: "Não sei".

VII. Você tem o direito de ser independente da boa vontade dos outros, antes de se relacionar com eles.

VIII. Você tem o direito de ser ilógico nas suas decisões.

IX. Você tem o direito de dizer: "Eu não compreendo".

X. Você tem o direito de dizer: "Não me importo".

VOCÊ TEM O DIREITO DE DIZER NÃO, SEM SE SENTIR CULPADO.


SMITH, M. J. Quando digo não, me sinto culpado: como aumentar sua capacidade de afirmação. 6a ed. Rio de Janeiro: Record.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Sobre "não entendi nada"

"- Ah! Agora sim que não entendo nada.

- Talvez seja melhor. Talvez não sabendo nada tenha mais o que aprender."


Jorge Bucay, em "Deixa eu te contar uma história..."

domingo, 28 de setembro de 2008

A Voz Do Silêncio


Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
“Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!”

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.

sábado, 17 de maio de 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sobre a memória

"Certa vez li, ou escrevi, não consigo lembrar agora, uma história sobre uma mulher que decide esquecer. Essa mulher vive sozinha numa casa com rosas no papel de parede e tem sido infeliz no amor, é velha e, portanto, um certo dia, decide simplesmente esquecer as rosas do papel de parede. Depois disso, decide esquecer a xícara de café que está segurando, depois a mão que a segura, depois as pernas que a movem pelo mundo solitário e, à medida que esquece cada pedaço de si mesma, se torna cada vez menor, sentada lá na sua cozinha. Ela é raspada e esquece seu rosto, seus olhos, até que, por fim, não resta nada, senão seu coração, e então também o esquece e, portanto, flutua, inconsciente, livre e inteiramente inumana.

O conto aponta para a centralidade da memória no nosso sentido de o que significa estar vivo. ouvimos isso todo o tempo: a memória nos faz quem somos. Aqueles que esquecem o passado estão condenados a repiti-lo. A memória é narrativa, dando continuidade e significado às nossas existências. Somos, se não obcecados pela memória, pelo menos profundamente preocupados com ela." (p. 252)

"Kandel deve saber sobre os perigos associados à memória em excesso e, reciprocamente, da necessidade do cérebro humano de esquecer. Um dos pacientes mais famosos na literatura da neurologia foi um homem de 21 anos de idade, tratado por A. L. Luria. Aos 20 anos de idade, S. tinha uma lembrança tão vívida que você poderia apresentar a ele quatro colunas de números e, depois de apenas um relance, ele conseguia recitá-los para você. Luria testou S. durante anos e talvez mais assombroso tenha sido que, mesmo depois que muito tempo tinha se passado, S. conseguia se lembrar de cada coluna isolada; conseguia se lembrar dos arranjos precisos de palavras numa página; vinte anos depois, ainda conhecia cada reportagem, palavra por palavra, de todos os jornais impressos em sua província.

S., porém, tinha problemas sérios. Era incapaz de deduzir um significado de qualquer coisa que lesse. Bastava lhe mostrar A Odisséia e ele seria capaz de recitar o volume de mil páginas depois de olhar fixamente por seis minutos, mas não tinha a menor idéia do que significava. As pessoas zombavam dele porque era incapaz de ler expressões faciais. Tão preso ficava à minúscula mecânica de uma boca se movendo que não conseguia se afastar e ver - seria aquilo um sorriso ou uma expressão afetada? S. não conseguiu durante a sua vida imaginar como poderia resolver o problema. Nunca resolveu. S. viveu, estúpido e desorientado, mutilado por suas aguçadas capacidades." (p. 255-256)


Slater, Lauren. Mente e cérebro: dez experiências impressionantes sobre o comportamento humano. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.

sábado, 6 de outubro de 2007

Sobre psicoterapia

"quatro dados são particularmente relevantes para a psicoterapia:
- a inevitabilidade da morte para cada um de nós e para aqueles que amamos,
- a liberdade de viver como desejamos,
- nossa condição fundamental de solidão, e
- finalmente, a ausência de qualquer significado ou sentido óbvio para a vida".

Yalom, Irvim D. O carrasco do amor e outras histórias sobre psicoterapia. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007